Impasse nas negociações com o Sindiman para a Convenção Coletiva da educação básica
Sindicato dos Professores relata que as tratativas, iniciadas no dia 8 de maio, estão marcadas pela postura agressiva dos representantes patronais (Sindiman)
Por Redação
ENSINO PRIVADO | Publicado em 20/05/2025
O Sinpro/RS decidiu reunir com os professores das escolas comunitárias de educação básica, base Sindiman/RS, para relatar sobre o andamento das negociações coletivas com os representantes patronais; bem como procurar as direções das escolas e suas mantenedoras para buscar uma solução para o impasse nas negociações.
Segundo os representantes dos professores, as negociações para a Convenções Coletiva de Trabalho (CCT) da educação básica estão marcadas pela postura agressiva e intransigente do Sindiman/RS em relação às reivindicações da categoria.
Como pontos centrais da pauta de reivindicações dos professores, aprovada em Assembleia no dia 8 de março, o reajuste do salário pelo INPC (4,87%), a aproximação dos valores de hora-aula da educação infantil e anos iniciais com anos finais e o aumento do percentual de 2% da hora-atividade para 4%.
“Já no primeiro encontro, os representantes dos sindicatos de professores (Sinpro/RS, Sinpro/Noroeste e Sinpro/Caxias) foram surpreendidos pela postura agressiva e intransigente dos representantes patronais, avessos a discutir a aproximação entre os níveis de ensino e a ampliação do percentual da hora-atividade – reivindicações cada vez mais reiteradas pelos professores”, observa Cecília Farias.
Segundo ela, os representantes patronais rechaçaram os argumentos dos professores com relação ao bom desempenho das escolas, que reajustaram suas mensalidades e ampliaram o número de alunos. “Também foi desconsiderado o fato de que algumas escolas comunitárias já têm pagamento da hora-atividade e/ou paridade entre os valores da hora-aula no ensino fundamental, precisando adequar somente as demais”.
Cecília diz que essa postura foi mantida na segunda reunião, ocorrida no dia 15. “E num absoluto contrassenso, os dirigentes do Sindiman/RS afirmaram sua falta de representatividade para negociar avanços em nome de todas as escolas. É justamente este o papel do Sindicato”.