Mobilização busca viabilizar reservatório de água para comunidade indígena

As 12 famílias da comunidade, entre elas 15 crianças, amargam dias sem água à espera do carro-pipa. Saiba como ajudar

Por Comunicação Sinpro/RS
PROFESSORES SOLIDÁRIOS | Publicado em 07/07/2026


Comunidade indígena Mbya Guarani Takua’Y Mirim

comunidade indígena Mbya Guarani Takua’Y Mirim
Foto: Igor Sperotto

O projeto Professores Solidários, do Sinpro/RS, estabeleceu uma nova missão: arrecadar fundos para a aquisição de uma caixa d’água de 15 mil litros para a comunidade indígena Mbya Guarani Takua’Y Mirim, localizada no Lami, bairro do extremo-sul de Porto Alegre, distante aproximadamente 30 quilômetros do Centro Histórico.

As 12 famílias da comunidade, entre elas 15 crianças, amargam dias sem água à espera do carro-pipa, conveniado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), que abastece, de tempos em tempos, três pequenas caixas d’água no local, com capacidade total de menos de 500 litros. “Dura uns três dias e usamos pra beber e fazer comida”, conta a cacica Yva (em português, ela se chama Mônica). Na região, não há vertente e nenhuma outra fonte de água.

O professor Marcos Tonial, integrante do projeto Professores Solidários, diz que, para além das cestas básicas, roupas, cobertores, regularmente entregues a comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade, em diferentes regiões do estado, a proposta é de também trabalhar para resolver algumas questões básicas e que garantam dignidade a essas populações. “Começamos com esta campanha pela aquisição da caixa d’água, que queremos entregar com as instalações necessárias”, explica.

COMO PARTICIPAR – As doações devem ser feitas pela chave PIX (e-mail) do projeto [email protected]. “Qualquer valor doado fará a diferença”, destaca Tonial, convidando todos para participarem.

PROFESSORES SOLIDÁRIOS – Criado em 2020, na pandemia, para auxiliar comunidades indígenas e, posteriormente, também professores em situação de dificuldades, o projeto se tornou uma frente permanente de assistência do Sindicato. “Em situações de emergência, também nos somamos aos esforços de ajuda”, esclarece a professora Cecília Farias. “Em 2023 e 2024, montamos uma força-tarefa para auxiliar professores e comunidades atingidos pelas enchentes e pelo ciclone no RS”, exemplifica.