Violência contra as mulheres: realidade versus políticas públicas
O Sinpro/RS promove no próximo dia 22, painel sobre a violência contra as mulheres, as políticas públicas e os desafios da educação para o seu enfrentamento
Por Valéria Ochôa
EVENTO | Publicado em 14/05/2026
Voltada aos professores, a atividade conta com a participação da deputada federal Maria do Rosário, uma das parlamentares responsáveis pelo Relatório da Comissão Externa da Câmara dos Deputados de Combate aos Feminicídios no Rio Grande do Sul, e da professora Cibele Cheron, do departamento de Ciência Política da Ufrgs e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero da Universidade.
O painel será realizado na próxima sexta-feira, 22 de maio, às 19h, de forma híbrida – presencial na sala de eventos da sede estadual do Sindicato em Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 919), e virtual em link que será enviado por e-mail aos professores. A entrada é franca.
“A proposta é de nos apropriarmos bem da história de violência, dos dados, das políticas públicas existentes e da falta delas, além dos projetos de leis em andamento no legislativo estadual e federal, de forma que possamos reforçar nossa participação na luta contra essa violência que tem assustado o país”, destaca a professora Naima Wadi, integrante do coletivo Sinpro/RS Mulher. “A educação é um dos caminhos para este enfrentamento”.
Mobilização
Em fevereiro deste ano, o Sinpro/RS lançou a campanha Sinpro/RS Mulher contra a violência – Educar com uma perspectiva antimachista é salvar vidas. A proposta da ação é envolver as instituições de ensino no debate sobre a violência de gênero e incentivar a abordagem do tema nos projetos pedagógicos, diante do crescimento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul.
Na ocasião, o Sindicato publicou o Manifesto pelo fim da violência contra as mulheres, onde assinala como “imprescindível que, para além do enfrentamento da violência em si contra as mulheres pelos órgãos públicos competentes, é fundamental que a sociedade efetivamente combata o machismo estrutural. A mudança dessa cultura passa necessariamente pela educação formal – o que exige a responsabilidade e o engajamento das instituições de ensino, traduzidos na inclusão desse tema como conteúdo pedagógico.”