Sindicato lança a campanha Sinpro/RS Mulher contra a violência

Iniciativa do Coletivo Mulheres do Sinpro/RS, a campanha integra a programação do 8M – Dia Internacional da Mulher e do movimento permanente do Sinpro/RS contra a violência de gênero

Por Valéria Ochôa
MOVIMENTO | Publicado em 23/02/2026


O Sindicato dos Professores lança na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro, às 19h, na sede estadual em Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 919), a campanha pública Sinpro/RS Mulher contra a violência – Educar com uma perspectiva antimachista é salvar vidas, com a proposta de sensibilizar as instituições de ensino a tratar desta problemática em sala de aula.

“Queremos estimular os professores a conversar a respeito, se informar, refletir. Só vamos mudar esta realidade absurda de violência contra as mulheres e de feminicídios quando ampliarmos o diálogo, a mobilização e construirmos conjuntamente uma sociedade mais saudável”, destaca a professora Naima Wadi, diretora do Sinpro/RS e uma das coordenadoras do Coletivo Mulheres do Sinpro/RS. “A comunidade escolar precisa integrar este movimento, combater as desigualdades de gênero, prevenir a violência contra as mulheres e desconstruir estereótipos que tolhem meninas e meninos, mulheres e homens”, manifesta.

Naima observa que essa campanha se soma às ações que já vem sendo realizadas pelo Sindicato em defesa da vida das mulheres, de seus direitos e de sua dignidade e terá um caráter permanente.

“A violência contra as mulheres é pauta recorrente do jornal Extra Classe e demais veículos do Sindicato – que tem em sua base mais de 60% de mulheres. Mas essa mobilização precisa urgentemente chegar às escolas e instituições de ensino superior”. 

O lançamento da campanha contará com a participação da deputada estadual Laura Sito e da coordenadora da Secretaria Nacional de Mulheres do PT, Misiara Oliveira.

Um caminho para a mudança

A marca e as peças da campanha Sinpro/RS Mulher contra a violência foram criadas pelo publicitário Fernando Waschburger, da D3 Comunicação.

“Em um primeiro momento, a campanha procura chamar a atenção dos homens, que são parte fundamental deste problema. Uma coisa em comum entre todas as formas de violência contra as mulheres são os homens como agentes desta violência. Então, a campanha procura causar uma estranheza ao colocar o homem no lugar da mulher”, explica Waschburger.

Ele diz que o segundo objetivo da campanha é destacar as mais variadas formas de violência contra as mulheres. “Aqui tem uma questão didática também. Muitas vezes, se pensa apenas em violência física e no feminicídio, mas existem outras formas de violência, a psicológica, a patrimonial, a institucional”, observa.

E, por fim, o publicitário destaca, “a campanha propõe um caminho, que é levar este debate para a sala de aula. A campanha reconhece a cultura machista como um dos vetores dessa violência e para interromper esta cultura é fundamental que as novas gerações já venham com outro entendimento.”