Crescimento das matrículas na Educação Superior desacelera


Por Comunicação Sinpro/RS
Ensino superior | Publicado em 15/12/2016


Das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE) – em vigor desde 2014 -, cinco tratam da Educação Superior, tanto no âmbito da graduação como no da pós. A meta 12, por exemplo, determina que o País eleve a taxa bruta de matrícula nessa etapa para 50% e a líquida para 33% até o final da vigência do plano, em 2024.

A base de dados utilizada para monitorar essas taxas é a Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio (Pnad/IBGE), que mostra um crescimento desde 2001 na taxa bruta de matrícula, chegando a 34,6% em 2015. Já a taxa líquida, também em ascensão, contabiliza 18,1%.

No entanto, apesar do crescimento no percentual da população matriculada na Educação Superior e da necessidade de acelerar esse avanço para ampliar o acesso à essa etapa e comprirmos a meta do PNE, os número absoluto de matrículas vêm caindo. É o que mostra o Censo da Educação Superior, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). Entre os anos de 2014 e 2015 houve um aumento de 2,5% nas matrículas, enquanto de 2013 para 2014, o crescimento foi de 6,8%.

O maior desafio para a expansão do Ensino Superior é a qualidade da Educação Básica. Mesmo entre a minoria de jovens de 18 a 24 anos que alcançam esse patamar de ensino, muitos não aprendem o que é esperado nas escolas, sentindo-se despreparados para prosseguir no aprofundamento da área que resolveram seguir. As elevadas taxas de reprovação e abandono dos cursos superiores é um reflexo disso: segundo levantamento do Sindicato das mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), as taxas de evasão chegaram a 27,4% na rede privada e 17,8% na pública, em 2013, nos cursos presenciais, e a 29,2% e 25,6%, respectivamente, nos cursos à distância.

O papel de formar profissionais bem qualificados também passa pela escola básica. Garantir a aprendizagem adequada de crianças e jovens em todas as áreas do conhecimento contribui para uma transição sem grandes problemas para a Educação Superior, contribuindo para que ele passe por essa fase da escolaridade da melhor forma possível, chegando ao mercado de trabalho com uma formação sólida.

Com informações de Estado de São Paulo.