Profissionais da educação lançam comitê em defesa da democracia e pela legalidade

O evento contou com a presença de professores e técnicos administrativos das redes privada e pública (estadual e federal).

Por Comunicação Sinpro/RS
Lançamento | Publicado em 13/04/2016


No final da tarde desta terça-feira, 12 de abril, no saguão da Assembleia Legislativa do RS, em Porto Alegre, foi lançado o Comitê de Trabalhadores da Educação em Defesa da Democracia e da Legalidade. O evento contou com a presença de professores e técnicos administrativos das redes privada e pública (estadual e federal). No evento, foi apresentado um manifesto em apoio ao mandato da presidente Dilma Rousseff.

“Na certeza de que estamos vivendo um golpe e que este golpe significa um retrocesso nas políticas de inclusão social, da educação, da saúde e avançará contra os direitos dos trabalhadores nos posicionamos em defesa da democracia e da legalidade”, explica o professor Amarildo Cenci, que integra o comitê.

Leia a íntegra do manifesto:

MANIFESTO DE TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL PELA LEGALIDADE E PELA DEMOCRACIA

Os professores e os técnicos e administrativos do ensino privado e os trabalhadores do ensino público estadual e federal no Rio Grande do Sul, reunidos no Comitê da Educação pela Democracia e pela Legalidade – contra o golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, manifestam seu repúdio à tentativa de encerramento de um governo democraticamente eleito e sua substituição por outro, sem votos e sem legitimidade.

Face ao processo de agudização da disputa política em curso, os trabalhadores da educação gaúcha reafirmam o necessário respeito à vontade soberana das urnas e à Constituição, como garantia aos direitos fundamentais e ao estado democrático de direito, e alertam à sociedade brasileira para a agenda golpista que inclui a flexibilização de direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal, com retrocessos na área da educação e da saúde pública, e o fim das políticas de inclusão social.

Os trabalhadores da educação e os ativistas do movimento estudantil reafirmam a educação de qualidade como instrumento para a construção de uma sociedade mais justa e democrática e identificam no atual governo iniciativas e políticas nessa perspectiva.

Os integrantes do Comitê repudiam a tentativa de golpe midiático, judicial e parlamentar em curso e conclamam todos os segmentos, comprometidos com a democracia e os interesses do povo brasileiro, para a mobilização e a resistência.

O COMITÊ DA EDUCAÇÃO DIZ NÃO AO GOLPE E SIM À LEGALIDADE E À DEMOCRACIA.

Porto Alegre, 12 de abril de 2016.